FUGA SEM DESTINO Um filme que resiste, mas que
ainda precisa vencer
o câncer do preconceito
Viabilidade de lançamento
O longa-metragem “Fuga Sem Destino” de Afonso
Brazza está pronto. Neste momento estamos em busca
de parceiros e conversando com distribuidoras interessadas
no seu lançamento. Caso você seja proprietário
de alguma distribuidora e esteja interessado em distribuir
o último filme de Afonso Brazza, entre em contato com
a gente pelo e.mail pedrocinema@ibest.com.br
ou pelo fone 61-8423.9823
Ficha Técnica
Título: Fuga Sem destino
Empresa Produtora: AFB Studio
Duração: 80 minutos – captação
da imagem em película 35mm - cor
Produtores Associados: Selton Mello - Pedro Lacerda –
Thor filmes
Direção e Roteiro: Afonso Brazza
Fotografia: Afonso Brazza
Montagem: Afonso Brazza/Pedro Lacerda/Pedro Nóbile
Câmera: Naji Sidki - Trilha Sonora: Diógenes
Dias
Estúdio de Som: Nóbile Som - Técnico
de Som: Pedro Luiz Nóbile
Laboratórios: Labo-cine/RJ - Cinema/SP - Distribuição:
Polifilmes/SP
Elenco:
Claudette Joubert, Afonso Brazza, Liliane Roriz, Fank Aguiar,
Ricardo
Noronha, Carlinhos Beauty, Renè Sampaio, Paulinho Madrugada,
Joaquim
Marques, Pedro Lacerda, Bernardo Scartezini, Klécius
Henrique, Adriana
Bessa, Rafael Paixão, Agnaldo Dantas, Tony Bidú,
Gilson Boa Fé, Carlos
Romeiro, Luciano Verri, Jean Carlo, Evandro Lee, Wanderlei
Neres, Givanildo Diógenes, Márcia Isaac, Virna
Smith, Edimário Teodoro, Dorico Rosa, Naji Sidki, Tarcísio
Pádua, Simone Rosa, Flávia Fontana, Carlinhos
do Sax, Luiz Carequinha, Rogério Cunha, Zezito Saraiva,
Luiz Roberto, Henrique Hanai. E dezenas de outros participantes.
Criatividade Artística
Na década de 70, a produção cinematográfica
da Boca do Lixo paulista pegava fogo. E no meio de tantos
famosos e anônimos, figurava uma pessoa discreta e calada,
que trabalhava revisando os filmes do diretor e produtor Tony
Vieira, que voltavam das salas de exibição.
Era o Brasília, ou simplesmente, Afonso Brazza. Pseudônimo
que adotaria mais tarde como marca registrada.
A convivência de Brazza com o
cinema de Ozualdo Candeias, José Mojica
Marins, Carlos Reichenbach, Tony Vieira, Odir Fraga e tantos
outros ali da Boca, que se aventuravam do bangue-bangue a
pornochanchada e do faroeste ao cangaço, acabou influenciando
o rapaz que, discretamente, mesmo sendo apenas um revisor,
sonhava um dia poder realizar o seu próprio cinema.
A Boca era assim. Lá, todo mundo sonhava! Mesmo
com poucas oportunidades, Brazza conseguiu realizar o seu
sonho. Produziu e dirigiu oito filmes de longa-metragem. Uma
marca extraordinária para nossos padrões. Seu
penúltimo filme “Tortura Selvagem - A Grade,
permaneceu por um mês em cartaz no Cinemark em Brasília,
com sala lotada todos os dias, superando filmes com orçamento
até dez vezes maiores que o seu. Sem se importar com
as frases e modelos impostos pela academia, Brazza construiu
uma cinematografia popular, trash e cult. Tudo ao mesmo tempo.
É muita coisa para quem subverteu as regras, a luz
e até a química dos banhos no laboratório.
Brazza era assim: pra onde o nariz apontasse, a cena rodava.
Para o diafragma, ele apontava um número qualquer e
acabava saindo uma cena, tipicamente Brazziana. Durante um
longo período se espelhou em José Mojica, mas
não quis imitar o mestre. Ao contrário, seu
instinto apontou para outro cineasta da Boca – Ozualdo
Candeias. Ao olharmos mais atentamente para seu elenco, podemos
perceber a cara do nosso povo, assim como vemos nos filmes
do Candeias. Brazza era o seu mais discreto fã! Finalmente,
não dá pra descrever com padrões acadêmicos
um filme de Brazza. Uma cena sequer, talvez não seja
possível. Mas seu primitivismo e sua pureza nos dão
a certeza de que ali existe algo que pode ser chamado de verdadeiro
caso de amor. Amor puro, incondicional e sem limites, como
deve ser todo amor verdadeiro. Brazza almoçava
cinema, jantava cinema, dormia cinema e acordava cinema. Não
gostava de fazer outra coisa. Não pensava noutra coisa,
não sabia fazer mais nada. Mesmo quando adoeceu, não
se importou com o câncer, que pouco-a-pouco lhe minava
as forças. Ele só se importava com o cinema.
Portanto, é mais que verdadeiro afirmar que Brazza
viveu e morreu
pelo cinema! Abaixo trecho da matéria
do jornalista Eduardo valente
Cinema de Afonso Brazza
é puro instinto
Eduardo Valente: Folha de São Paulo - 6 de Set/2002
“O espectador "educado",
ou seja, aquele que freqüenta o chamado "circuito
de arte", certamente não vai considerar (...)
um filme passível de discussão crítica.
Afinal, é mais fácil lidar com fenômenos
como o de Afonso Brazza, ao realizar o seu cinema quase "caseiro",
como objeto de um "freak show", como uma figura
emblemática da nossa incapacidade crônica e quase
cômica, mambembe (...).
É fácil rir de Brazza pelo que ele possui de
índice da nossa própria precariedade. Em tempos
de afirmação de "excelência técnica"
do cinema nacional, ele filma com negativo vencido, sem controle
de luz atento, sem atores, sem domínio da chamada "decupagem".
Mas, principalmente, ele representa um atentado a toda noção
do que seja um "cinema aceitável" para nossos
olhos cheios de "cultura". “Muito
mais difícil seria gastar um minuto para perceber no
cinema de Afonso Brazza indícios fascinantes de uma
linguagem audiovisual pura, intocada mesmo. Efetivamente "mal-educado"
(pois não aprendeu a se "portar"), seu filme
nos remete aos primórdios do cinema, quando ainda não
havia gramática a ser seguida. Uma época quando
a simples superposição de imagens e sons, ou
a ordenação aleatória de imagens, construía
relações inesperadas de continuidade e lógica,
ou uma pura fascinação. Seus filmes são
a explosão de um imaginário incontido, de uma
paixão irracional, de um desejo de "fazer cinema"
a qualquer custo. Aqueles que fizerem o esforço de
liberar suas mentes, porém, poderão se divertir
imensamente. Rindo com o filme, e não do filme”.
A Mídia e a Tragédia
Assim como a Folha de São Paulo, por várias
vezes Brazza foi notícia em O Globo, O Estado de São
Paulo, Revista de Cinema, Correio Braziliense, Jornal de Brasília,
revistas Isto É, Veja, Band, Rede TV e no Programa
do Jô, onde foi por duas vezes entrevistado. Dentre
tantos outros órgãos de imprensa nacional e
até internacional. Entretanto, com toda essa mídia
e mesmo tendo realizado oito filmes, Brazza morreu pobre e
endividado. Todo o seu salário de soldado Bombeiro
ia para o cinema. E desta forma, o que pôde deixar de
herança para a viúva, a atriz Claudette Joubert,
foi os seus filmes, mas junto com eles, uma impagável
soma em dívidas. Para complicar ainda mais, tragicamente
alguns dias após a sua morte a casa foi assaltada.
Os bandidos imaginando ter ali na casa de um cineasta famoso,
muitas coisas de grande valor ou ainda, dinheiro e jóias.
Mas o que encontraram foi uma moviola no meio da sala, uma
câmera 35mm Arriflex Standart, um monte de cabos elétricos,
luzes, refletores e um outro amontoado de fotos, cartazes,
documentos, recortes de jornais e outras coisas que os ladrões
não sabiam nem pra que serviam. Ficaram decepcionados.
Ainda assim, reviraram tudo. Rolos de filmes foram jogados
ao chão, fotos e cartazes rasgados e fitas de vídeo
quebradas. Mas, de fato não encontraram nada que julgassem
ser de valor. Logo foram embora levando poucas coisas. Saíram
por onde entraram - o velho telhado. Naquela mesma noite caiu
uma forte chuva e inundou toda a casa destruindo ainda mais
o pouco que havia sobrado do acervo do cineasta. Pedro
Lacerda – 61-3591-5864 / 61-8423.9823
Pedro Lacerda
Responsável pelo lançamento
de "Fuga Sem Destino"
Caros
amigos,
Estamos ainda em fase de construção deste site.
Aos poucos iremos atualizando com novas notícias e
novos links. Até lá, aproveite para esclarecer
suas dúvidas entrando em contado com a gente. Meu nome
é Pedro Lacerda, meu telefone é
61-8423.9823 e.mail pedrocinema@ibest.com.br
e sou o responsável pelo lançamento do filme
Fuga Sem Destino que o cineasta
Afonso Brazza deixou inacabado e que acabou de ser concluído.