Localizada
a cerca de 400 quilômetros de Brasília, perto
da divisa entre Goiás e Bahia, a pequena cidade goiana
de São Domingos, de apenas 6.500 habitantes, está
atraindo um número crescente de visitantes. O motivo
é uma fantástica e diversificada concentração
de cavernas e cachoeiras, com dezenas de quilômetros
de galerias e salões, cortados por grandes rios subterrâneos,
onde a beleza natural se alia à fauna exótica
e às surpresas provocadas, entre outros fenômenos,
por estalagmites que chegam a 14 metros de altura e pérolas
que se formam a partir de gotejamentos sobre as rochas.
Mais de cinqüenta grutas já foram catalogadas,
mas o número não pára aí. O
Grupo de Espeleologia da Geologia da Universidade de Brasília
(GREGEO) estima que elas ultrapassem duas centenas e considera
São Domingos a região brasileira com maior
potencial de exploração de cavernas. Cinco
sistemas já são conhecidos: Angélica-Bezerra,
São Vicente, São Mateus, Terra Ronca e São
Bernardo-Palmeiras. São Mateus, formado pelas grutas
Matilde I, II e III, que atingem uma extensão de
mais de vinte quilômetros, é o maior deles.
O
sistema de acesso mais fácil é o Terra Ronca,
procurado pelos romeiros, especialmente no dia da festa
mais importante de São Domingos - a procissão
de Bom Jesus da Lapa - , para pagar promessas e realizar
batizados e até casamentos. A melhor época
para visitar as cavernas é de julho a setembro.
Maiores
informações com o Gregeo, em Brasília fone: 3348-2833.