História
do Nascimento de Brasília
1761
– Marquês de Pombal, por motivos políticos,
lança uma idéia aparentemente fora do lugar:
erguer uma nova capital de Portugal no sertão, a
meio caminho da África e das Índias.
1789
– Os inconfidentes associam a luta pela Independência
do Brasil à mudança da capital do Rio de Janeiro
para a cidade mineira de São João Del Rey.
1813 – Com sucessivos artigos no
Correio Braziliense, editado em Londres, o jornalista Hipólito
José da Costa tenta empolgar a opinião pública
com a idéia da construção de uma nova
capital no interior.
1883 – Na cidadezinha de Belcchi,
na Itália, o padre salesiano João Bosco fala
de um sonho-visão: “no Brasil, entre os paralelos
15º e 20º surgiria uma grande civilização,
a Terra Prometida, onde correria leite e mel”. Foi
exatamente aí que se daria a construção
de Brasília.
1891 – A primeira Constituição
da República estabelece, em seu artigo terceiro:
“ Fica pertencente à União, no Planalto
Central da República, uma zona de 14.40 quilômetros
quadrados, que será oportunamente demarcada, para
nela estabelecer-se a futura Capital Federal”.
1892 – Floriano Peixoto constituiu
a Comissão exploradora do Planalto Central do Brasil,
sob a chefia do cientista Luís Cruls, diretor do
observatório Astronômico do Rio de Janeiro,
para estudar e demarcar a área do Distrito Federal.
1893 – Editado um mapa do Brasil,
tendo, no Planalto de Goiás, um retângulo com
a inscrição:
“ Futuro Distrito Federal”.
1922 – Num clima de festa, em Sete
de Setembro, é lançada a pedra fundamental
da futura capital, a nove quilômetros da cidade de
Planaltina, em Goiás, no Centro da América
Latina.
1940 – O presidente Getúlio
Vargas lança a “Marcha para o Oeste”.
Mas não pretende transferir a capital do Rio de Janeiro,
projeto adiado desde a instalação da ditadura
do Estado Novo.
1946 – O Brasil se redemocratiza.
A mudança da Capital para o Planalto Central é
incluída nas disposições transitórias
da Constituição. O Presidente Eurico Gaspar
Dutra nomeia a Comissão de Localização
da Nova Capital, chefiada pelo General Aguinaldo Caiado
de Castro.
1953 – Foi sancionada a Lei nº
1.803, que autoriza o governo a definir o sítio da
nova capital em três anos.
1955 – Em 4 de abril, num comício
em Jataí, Goiás, o candidato à Presidência
da República, Juscelino Kubitschek, respondendo a
uma pergunta, promete que, se eleito, fará a transferência
da capital para o Planalto Central.
1956 – No dia 18 de abril, o Presidente
Juscelino Kubitschek envia ao Congresso a “Mensagem
de Anápolis” propondo a criação
da companhia urbanizadora da nova capital do Brasil (Novacap).
Propõe também que a cidade seja batizada com
o nome de Brasília. Em 19 de setembro é sancionada
a Lei nº 2.874, que determina a transferência,
em definitivo, da capital. No mesmo dia é lançado
o Concurso do Plano Piloto. Vence o urbanista Lúcio
Costa com um projeto que tem como base “o próprio
sinal da cruz” (Lúcio Costa).
1957 – Em abril, surgem as primeiras
casas de madeira na chamada Cidade Livre,onde todas as atividades
são isentas de impostos. No dia 7 de maio é
rezada a primeira missa, na presença de 15 mil pessoas.
1959 – Cerca de 60 mil candangos
trabalham febrilmente na construção da cidade.
No início, eram apenas mil. Faltando pouco mais de
um ano para a inauguração, contava-se em Brasília
e arredores mais de 100 mil habitantes, vindos de vários
estados do Brasil.
1960 – Em 21 de abril, Brasília
é inaugurada. Durante a missa comemorativa é
lida uma mensagem radiofônica do Papa João
XXIII. Emocionada, a multidão acompanha a cerimônia,
ajoelhada no barro vermelho. Na instalação
do Congresso Nacional, o deputado Ranieri Mazzilli diz:
“Mais ainda que um milagre da vontade humana, Brasília
é um milagre da fé”.
1962 – Empossado o primeiro conselho
da Universidade de Brasília, começa a funcionar
uma nova experiência em ensino superior. Os alunos
de engenharia, por exemplo, podiam estudar filosofia. O
campus foi batizado com o nome de um dos seus fundadores,
o antropólogo Darcy Ribeiro. A idéia, que
se concretizou, era transformá-la num centro de criatividade
fecunda.
1965 – O crítico Paulo Emílio
Sales Gomes organiza o primeiro festival de Brasília
do Cinema Brasileiro. O evento se tornaria um símbolo
da paixão da cidade pela reflexão e pelo pensamento
plural.
1970 – É inaugurada a Catedral
de Brasília, um dos mais belos monumentos da Capital.
No mesmo ano, as embaixadas e o Ministério das Relações
Exteriores também foram transferidos para a Capital.
1976 – Em 22 de agosto, um acidente
automobilístico mata o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
No dia seguinte, mais de 300 mil pessoas foram às
ruas de Brasília homenagear JK. Nas ruas a multidão
cantava o Peixe Vivo, sua música predileta.
1978 – Nasce o “Projeto Cabeças”,
criado por jovens artistas da cidade, numa época
de muita repressão, com a finalidade de envolver
a comunidade de Brasília com a cultura e a arte local,
promovendo shows e diversas manifestações
culturais ao ar livre. Brasília deixava de ser uma
mera cidade administrativa para ser um espaço público
de cidadania.
1979 – Nasce a Orquestra Sinfônica
do Teatro Nacional Cláudio Santoro. A iniciativa
teria o objetivo de popularizar a música clássica
e o ensino de música.
1980 – O Papa João Paulo II
visita Brasília e celebra missa na Esplanada dos
Ministérios para mais de 800 mil pessoas.
1981 – Em setembro, é inaugurado
o “Memorial JK”, espaço que abriga restos
mortais do ex-Presidente, sua biblioteca particular, objetos
pessoais e variado acervo relacionado à sua pessoa.
Nesse mesmo ano, a atriz e mística Dulcina de Moraes,
cria uma Faculdade de Artes, que leva seu nome, e dois teatros,
revelando grandes atores como os nacionalmente conhecidos
Irmãos Guimarães.
1985 – O rock leva Brasília
ao cenário mundial. A música enriquece a crônica
da cidade falando da vida cotidiana, dos impasses da expansão
urbana, das pessoas, das influências místicas
da capital e de “um silêncio, lindo onde Deus
parece com esperança, entre bilhões de estrelas”.
Bandas como Legião Urbana, chegam a vender um milhão
de discos. Com a música, ganham espaço a poesia,
o teatro, o cinema a as artes plásticas. A cidade
real estava sendo descoberta.
1986 – Inaugurado o Panteão
da Liberdade, na Praça dos Três Poderes. Uma
homenagem a personagens históricos como Tiradentes,
Zumbi dos Palmares e Dom Pedro I.
1987 – Ao contemplar 27 anos, Brasília
passa a figurar ao lado de cidades milenares como Jerusalém
e Cairo, na condição de Patrimônio Cultural
da Humanidade. A designação dada pela Unesco
se destina apenas a bens de valor universal excepcional.
1990 – Em 15 de novembro, o Distrito
Federal conquista autonomia política, elegendo seu
primeiro governador pelo voto popular direto, além
de vinte e quatro deputados distritais para formar a Câmara
Legislativa.
Informações
Úteis:
Localização: Região
Centro-Oeste, entre os paralelos 15 e 16. Área:
5.822 km² (IBGE, 1996). Habitante:
Brasiliense.
Altitude média: 1.100 m. População:
2.189.789 habitantes
(estimativa IBGE, 2002). Densidade Demográfica:
378.26 habitantes por km² ( estimativa IBGE, 2002 ).
Clima: Chuvoso de setembro a abril e ensolarado
e seco de maio a agosto.
Estação chuvosa: De novembro
a abril. Estação seca: De
maio a outubro. Temperatura média anual:
20,5 ºC.
Umidade relativa do ar: 25% no inverno
e 68% no verão.
Divisão
Administrativa: Regiões:
Brasília, Ceilândia, Taguatinga, Guará,
Cruzeiro, Gama, Núcleo Bandeirante, Paranoá,
Planaltina, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião,
Sobradinho, Recanto das Emas, Lago Sul, Riacho Fundo, Lago
Norte, Candangolândia, Brazlândia, Varjão,
Riacho Fundo II, Sobradinho II, Sudoeste, Octogonal, Águas
Claras, Itapoá, Jardim Botânico e Setor Complementar
de Indústria e Abastecimento.
Fuso horário: 3 horas a menos em relação
ao meridiano Greenwich. Código DDD:
61. Voltagem: 220 volts, 60 ciclos. Idioma:
Português. Moeda: Real. CEP: 70.000.
Operadoras de Telefonia Móvel em Brasília:
VIVO, CLARO, TIM, NEXTEL e BrT celular.