Indústria cresce a passos lentos
A indústria, em 2006, tem crescido a passos lentos. E, segundo as previsões de crescimento para o ano, o faturamento não deve passar de 3%, comparativamente a 2005. Foi o que mostrou a pesquisa Indicadores de Desempenho da Indústria do DF, referente ao mês de outubro, divulgada hoje pela Fibra.
Segundo o estudo, o baixo desempenho do nível de emprego e da utilização da capacidade instalada do setor são responsáveis pela oscilação da atividade industrial brasiliense neste ano. Para se ter uma idéia, o índice de pessoal empregado pela indústria em 2006, no acumulado do ano até outubro, resultou em -2,02%, apesar de esse indicador ter apresentado saldos positivos nos último quatro meses (julho-outubro).
Já o faturamento da indústria em outubro recuou 0,48% comparado ao mês de setembro. Isso porque houve uma desaceleração em dois importantes setores: alimentação e bebidas (-7,63%) e edição e impressão (-2,06). “A atividade de edição e impressão teve um impulso muito forte com as eleições, o que resultou em um aumento sazonal nos meses de agosto e setembro. Portanto, essa queda era esperada”, diz o economista-chefe da Fibra, Diones Cerqueira.
Quanto à produção fabril, a indústria da capital federal operou com 65,44% da sua capacidade em outubro. Dado que, para Cerqueira, ficou abaixo do índice esperado. “Nos três últimos meses do ano nossa expectativa é de crescimento de todos esses indicadores. Mas, aguardamos com ansiedade o mês de novembro, uma vez que ele é considerado o melhor período para a indústria do DF”, justifica.
Previsões para 2007 – O presidente da Federação, Antônio Rocha, lembra que, apesar do ritmo lento de expansão da indústria, a classe está muito otimista quanto a um crescimento maior no próximo ano. “A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi aprovada e será sancionada nesta quinta-feira pelo presidente, temos em vista a continuidade de expansão do crédito ao empresário e a redução dos encargos do FCO, além de um novo governo que está disposto a reduzir os gastos públicos. Esses fatores nos dão um horizonte para um futuro de crescimento sustentado”, enfatiza Rocha.
Balança Comercial
Outro dado divulgado hoje pela Fibra foi a balança comercial, analisada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN/Fibra), que mostra que as exportações do DF atingiram US$ 58 milhões em novembro. De acordo com a gerente do CIN, Luciana Furtado, as exportações locais devem atingir pouco mais de US$ 60 milhões este ano. “O custo do transporte internacional, a burocracia dos órgãos internacionais e a instabilidade cambial são os principais entraves para o empresário ingressar no comércio exterior”, explica a gerente, condicionando o crescimento das exportações à redução dos custos do transporte internacional, à diminuição da burocracia nos órgãos governamentais, à maior estabilidade cambial, entre outras ações.
Serviço: Mais informações sobre pesquisa Indicadores de Desempenho da Indústria do DF, no mês de outubro, podem ser obtidos na Assessoria de Imprensa, pelos telefones 3362-3818 / 3362-3878 ou pelo site www.fibra.org.br
Bruna de Castro / Vivian Danielle
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