Projetada
por Oscar Niemeyer para ser um centro religioso ecumênico,
a Catedral transformou-se numa igreja católica que
foge ao estilo tradicional, por sua arquitetura arrojada.
Situada no início da Esplanada dos Ministérios,
essa marca registrada de Brasília foi inaugurada
em 1967, após 12 anos de construção.
Sua nave circular fica abaixo do nível do solo e
para chegar lá o visitante passa por um túnel
de paredes e piso pretos que desemboca em um local de penumbra
chamado "zona de meditação". Só
depois desse trajeto é que se atinge a nave, banhada
por luz natural filtrada pelos vitrais coloridos que formam
suas paredes.
A Catedral possui um acervo de obras de arte onde se destacam
três anjos que pendem do teto, esculpidos por Alfredo
Ceschiatti; 14 painéis de Di Cavalcanti representando
a Via Sacra; a Vida de Nossa Senhora, pintada por Athos
Bulcão; a réplica da Pietá de Michelângelo;
a imagem de Nossa Senhora da Esperança (réplica
da imagem que acompanhou Cabral na descoberta do Brasil);
a imagem de Nossa Senhora Aparecida; os vitrais de Marianne
Peretti e uma cópia do Santo Sudário. O altar-mor
foi doado pelo Papa Paulo VI, que também abençoou
a cruz metálica colocada no topo do templo e onde
se acredita haver um fragmento da cruz de Cristo.
Do lado de fora estão os Evangelistas, quatro estátuas
em bronze de Ceschiatti representando São Mateus,
São Lucas, São Marcos e São João,
e os quatro sinos do campanário, que foram doados
pelos imigrantes e governo da Espanha, inicialmente chamados
de Santa Maria, Pinta, Niña e Pilarica, e depois
rebatizados de Nossa Senhora Aparecida, Porto Seguro, Nossa
Senhora de Santana e Nossa Senhora do Pilar.